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15 de março de 2013

Cão vira guia de labrador cego


Cão vira guia de labrador cego

Um cão da raça terrier se transformou em guia de um labrador que ficou cego sem ter recebido nenhum treinamento.
O labrador Eddie começou a apresentar os primeiros sintomas da cegueira em 2012.
A dona dos dois cães, Angie Baker-Stedham, notou que o labrador preto começou a tropeçar em objetos e, depois destes sintomas, ele ficou cego rapidamente.
'Aconteceu tão rápido, o que é triste, pois antes, eles (os dois cães) costumavam brincar juntos', disse.
Mas, Milo, o terrier, que já era muito próximo a Eddie, começou a agir como o guia do labrador, ajudando-o a caminhar.
O pequeno terrier agora leva guizos na coleira para que Eddie possa segui-lo. E, quando o labrador se afasta, Milo vai buscá-lo.
'Agora, Milo me ajuda a pegar o Eddie quando chamo por ele. Ele leva o Eddie de volta para onde estou', disse a dona dos cães.
'Eles dormem no mesmo quarto e passam o tempo todo juntos. Sem Milo, Eddie estaria perdido.'
A importância de Milo na vida de Eddie ficou evidente quando o terrier teve que ser internado para tratar uma anemia.
Milo já voltou para casa e está curado, mas, enquanto ele esteve no hospital, Eddie teve muitas dificuldades para se locomover.
'Não percebemos o quanto Eddie depende do Milo para andar pela casa', disse Baker-Stedham.
'Ele trombava com portas e móveis e eu tinha que chamá-lo constantemente quando o levava para passear, para que ele soubesse onde eu estava e em que caminho eu estava indo.'

Fonte: http://noticias.br.msn.com/mundo/c%C3%A3o-vira-guia-de-labrador-cego

2 de novembro de 2012

Camisetas com estampas de animais em 3D fazem sucesso na internet


Se você é amante dos animais, saiba que agora pode literalmente vestir a camisa deles.
Uma fabricante norte-americana tem chamado a atenção na internet com peças que trazem os rostinhos de pássaros, anfíbios e mamíferos em estampas ultrarrealistas.
Os cachorros, também conhecidos como os melhores amigos dos homens, são as que mais fazem sucesso.
As ilustrações são combinadas com a cor da malha da camiseta, dando a impressão de tridimensionalidade.
A marca, que se chama The Mountain, tem ainda uma página no Facebook na qual os compradores postam fotos usando as peças.
ountain, tem ainda uma página no Facebook na qual os compradores postam fotos usando as peças.
Abaixo a foto com labrador preto.

Animais estampam camisetas em 3D

 Ver em tamanho maior »
Divulgação/The Mountain
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8 de outubro de 2012

Competição de fotografia premia as melhores imagens de cachorros


Fotografias de cães sempre fazem o maior sucesso na Internet. Por que então não fazer um concurso para eleger as melhores? Foi exatamente isso o que Kennel Club da Inglaterra resolveu criar há sete anos, em 2005. Desde então, todo ano, um júri elege as fotografias mais fofas de cãezinhos de todo o mundo.
Esta imagem ganhou o prêmio de foto do ano (Foto: Reprodução)
Esta imagem ganhou o prêmio de foto do ano (Foto: Catherine Laurenson)


Disputado anualmente, o Kennel Club Dog Photographer of the Year é uma competição aberta tanto a profissionais quando a amadores de qualquer lugar do planeta. É só se inscrever e enviar suas imagens. Neste ano, o concurso atraiu por volta de cinco mil candidatos e, recentemente, foram divulgados os vencedores do campeonato.
A competição acontece em seis categorias: retrato, melhor amigo do homem, cachorros brincando, cachorros no trabalho, eu amo cachorros porque (exclusiva para fotógrafos de até 16 anos) e filhotes. Além, claro, da grande premiação de fotógrafo do ano, neste ano levada para casa por Catherine Laurenson, de Glasgow, na Escócia, pela fotografia de uma Border Collie em uma paisagem com um belo céu azul.
As imagens vencedoras de cada categoria ganharão uma grande divulgação. Todas elas irão aparecer na capa da revista "Kennel Gazette", além de serem disponibilizadas na exposição Discover Dogs, que será realizada em Earls Count, Londres, nos dias 10 e 11 de novembro.
+ Fotos click aqui
Fotografia que levou o prêmio na categoria retratos (Foto: Shane Wilkinson)Fotografia que levou o prêmio na categoria retratos (Foto: Shane Wilkinson)
Foto vencedora na categoria filhotes (Foto: Rhian White)Filhote "ataca" flores. Foto vencedora na categoria filhotes (Foto: Rhian White)
Cão negro ganhou prêmio na categoria sub-16 (Foto: Reprodução)Foto de labrador preto ganhou prêmio na categoria sub-16 (Foto: Jessica Keating)
Beijinho do cão em menino venceu categoria de melhor amigo do homem (Foto: Reprodução)Beijinho do cão em menino venceu categoria de melhor amigo do homem (Foto: Emma Carter)
Imagem de cão brincando com bola levou o primeiro lugar na categoria de brincadeiras (Foto: Doug Jewell)Imagem de cão brincando com bola levou o primeiro lugar na categoria de brincadeiras (Foto: Doug Jewell)

9 de agosto de 2012

Fidelidade de cadela serve de exemplo


Quem conhece a filosofia de trabalho e o carisma das Obras Sociais Irmã Dulce (Osid) sabe que se trata de instituição toda especial, onde os mais impensáveis gestos e atos de amor se manifestam. Renato Mário dos Santos, 43 anos, é catador de recicláveis, negro, morador de rua, sujo pelo tempo, viciado em álcool e homossexual. No Largo de Roma, ele encontrou dois amores após vir de Guarulhos (SP): o primeiro é seu companheiro Jorge Luiz dos Santos Soares, 28 anos, também alcoolista. A segunda "pessoa" é seu maior amor, Nina, uma cadela de quem não se sabe a idade ou raça, que há dois anos encontrou Renato, fazendo-o "renascer" como uma espécie de "Lázaro moderno".
Renato cuidou de Nina em sua doença (ele buscou todos os meios para curá-la de um sangramento intermitente e encontrou uma veterinária que cuidou do animal sem cobrar pelo serviço). Hoje Nina tem cartão de vacina  e dá ao seu dono toda a atenção e proteção. "É ela quem cuida de mim, me protege, é meu anjo. E ela nunca gostou que eu bebesse. Quando  via uma bombinha vazia (de cachaça), ela me tomava. E rosna para quem me oferece bebida", contou Renato, que divide com Nina comida e espaço  em calçadas ou no Albergue de Roma.
O internamento - Buscando livrar-se do vício, Renato e Jorge buscaram tratamento no Centro de Acolhimento e Tratamento de Alcoolistas (Cata) da Osid. Era primeiro de agosto  e a dupla escolheu roupa "de gala": vestiu-se com paletós e foi ao centro calçada de havaianas. Mas o tratamento pedia uma indesejada separação: Renato não poderia ter, dentro da unidade de saúde, contato com o animal amigo. Mas, logo os funcionários começaram a perguntar de quem ela seria. Dócil com quem passa, a cadela só abandona a vigília para alimentar-se, "aliviar-se" ou proteger-se da chuva.
Logo descobriram que Nina buscava seu dono e viram que se tratava de um animal especial. Como escreveu o jornalista Ciro Brigham, primeiro a traduzir em letras este caso de amor, "não duvide, portanto, se, ao olhar para essa cadelinha, você enxergar, de relance, Irmã Dulce a cochichar-lhe num ouvido e São Francisco no outro". A coordenadora do Cata, a médica Maria Del Carmen, ressaltou que Renato e Nina têm características interessantes. "Ela é uma cadela diferente e Renato é muito tranquilo". Por isso, uma primeira exceção foi aberta para Renato e Jorge: eles foram internados no Cata, mesmo não sendo dia para novas admissões.
Outra licença foi concedida a Renato: em vista do amor entre o paciente e a cadela, foi permitido a ele descer ao menos uma vez no dia para ver sua grande companheira. Renato e Jorge passarão pelo menos 20 dias em desintoxicação e depois terão atendimento ambulatorial  (Jorge sofreu três convulsões provocadas pela abstinência do álcool, mas encontra em Renato apoio para enfrentar esta difícil fase da luta contra o terrível vício).
Para os funcionários e religiosos da Osid, o caso os faz pensar sobre o amor. "Nina nos mostra como devemos amar, independentemente das escolhas das pessoas", disse a irmã Helena, religiosa da mesma congregação que Irmã Dulce. Ela conta que, em anos anteriores, em todas as semanas de homenagens à beata Dulce, apareceu um cachorro, frequentemente necessitando de cuidados. "Mas desta vez apareceu uma que veio cuidar do seu dono", contou a religiosa. Sobre Nina, Renato disse: "Ela é tudo para mim, meu maior amor".

22 de junho de 2012

Você sabia? Filme 'Um Hotel Bom Pra Cachorro' usou mais de 70 cães


Muitos dos animais foram adotados pela equipe envolvida na produção


Mais de 70 cães foram necessários para produção do filme (Foto: Divulgação)Mais de 70 cães foram necessários para produção do filme (Foto: Divulgação)

Foram usadas várias raças de cachorros para a criação da história (Foto: Divulgação)Foram usadas várias raças de cachorros para a
comédia (Foto: Divulgação)


Imaginem gravar um filme com alguns cachorros circulando pelos cenários. Difícil? Agora pensem em setenta cãezinhos de várias raças diferentes aprontando as maiores confusões no set de filmagem. Incrível? Mas é verdade. Para gravar o filme "Um Hotel Bom Pra Cachorro" (2009), que a Rede Globo exibe na Temperatura Máxima deste domingo, dia 24, a equipe de produção precisou de aproximadamente setenta cães.



Para as cenas em que os animais começam a ser reunidos para viverem no hotel criado pelos irmãos Andi (Emma Roberts, sobrinha da atrizJulia Roberts) e Bruce (Jake T. Austin), foram usados cães das mais variadas raças, tais como: Bullmastiff, Border Collie, Cão de Crista Chinês, Poodle, Beauceron, Bulldog Inglês, entre outras. A maioria foi treinada por cerca de três meses, mas os cachorros que protagonizam o filme precisaram de dezesseis semanas.

Após a conclusão, vencidas todas as dificuldades, muitos dos cães foram adotados pela equipe envolvida na produção do filme.

21 de junho de 2012

Italianos criam sorvete para cachorro

Versão do tradicional 'gelato' não contém leite nem conservantes.
Temperatura na Itália chegou aos 36° graus.

Paolo serve sorvete para Kiyoko em um pet shop em Roma. O gelato para cães não contém produtos lácteos prejudiciais aos animais. (Foto: Andrew Medichin/AP)Paolo serve sorvete para Kiyoko em um pet shop em Roma. O gelato para cães não contém produtos lácteos prejudiciais aos animais. (Foto: Andrew Medichin/AP)
Lara, uma cadela labrador, experimenta o gelato. Com temperaturas altas na Itália os cães também podem se refrescar com o sorvete em pet shops nos arredores de Roma. (Foto: Andrew Medichin/AP)Lara, uma cadela labrador, experimenta o gelato. Com temperaturas altas na Itália os cães também podem se refrescar nos pet shops nos arredores de Roma. (Foto: Andrew Medichin/AP)

23 de abril de 2012

Cachorro fica horas em cima de telhado enquanto o dono trabalha

Todos os dias, o cão Axel sobe no telhado e fica lá por cerca de cinco horas. O cachorro não renuncia ao “dever” de acompanhar o dono, Richard, e vai com ele trabalhar, consertando os telhados de imóveis na cidade de Norfolk, na Inglaterra.
O cachorro já virou atração no lugar. Pedestres costumam dar uma conferida no telhado, quando se deparam com Axel, para ver se é isso mesmo o que estão vendo. E alguns motoristas chegam a sair do carro para fotografar o animal.
Richard garante que o cachorro, uma mistura de labrador e rotweiler, já aprendeu a subir sozinho.
- Quando ele era filhote, nós tínhamos que carregá-lo até o alto. Mas ele aprendeu logo a subir os degraus sozinho - contou.
O cachorro ganha uma forcinha para descer
O cachorro ganha uma forcinha para descer Foto: Reprodução / The Sun
Quando finalmente chega ao topo, Axel se acomoda e passa o resto do dia observando o trabalho do dono. Às vezes, fica entediado e sai para dar uma voltinha.
- Ele prefere estar no telhado, do que esperar sentado no banco traseiro da van - assegurou Richard.
Quando está muito quente, não é raro que o dono do imóvel onde Richard está trabalhando convide Axel para descansar lá dentro. E muitas pessoas chamam o cachorro para um lanchinho ou um carinho.
Segundo Richard, o cachorro é bem ágil, não tem medo de altura e nunca caiu do telhado.
- Ele certamente não se assusta com a altura. Isso não o preocupa - assegurou ele.
Ele sobe sozinho
Ele sobe sozinho Foto: Reprodução / The Sun
Axel fica lá, quietinho
Axel fica lá, quietinho Foto: Reprodução / The Sun
O animal sobe no telhado para ficar com o dono
O animal sobe no telhado para ficar com o dono Foto: Reprodução / The Sun
O animal vira atração onde quer que esteja


29 de fevereiro de 2012

O cão farejador Shelton se aposenta da PM

Ao completar 8 anos servindo à Polícia Militar de São Paulo, o labrador Shelton se aposentou. Seu trabalho como farejador na Tropa de Choque já o levou da Cracolândia às estradas da Baixada Santista
O cão farejador Shelton se aposenta da PM - 1 (Ayrton Vignola AE) O cão farejador Shelton se aposenta da PM - 4 (Ayrton Vignola AE)
láudia Aparecida Ignácio Vieira, cabo da PM de 42 anos, adestradora e parceira de Shelton nas ruas, lembra que ele adorava brincar e de que era estabanado.


Quando apareceu no canil da PM, em fevereiro de 2006, o antigo dono de Shelton queria doar o cachorro, que destruía sua casa e comia os pés da mesa e cadeira


Shelton, que já ganhou prêmios, não perdeu a fama de agitado e bagunceiro. Entre os policiais, ele é conhecido como o "terror" do canil


É na casa da cabo que Shelton vai morar quando completar 8 anos em abril, data prevista para ir à "reserva" da corporação.

Shelton deixou ocorrências memoráveis e rendeu medalha à cabo Cláudia no mês de junho de 2010, durante uma outra operação da PM na cracolândia, centro de SP

Nos últimos dias, o labrador está fazendo plantão na cracolândia. Ele fica solto dentro da viatura e diante de suspeita de tráfico é acionado. Se achar droga, ganha um brinquedo de borracha
O cão farejador Shelton se aposenta da PM - 7 (PM Divulgação) 
Assim como fez o primeiro dono de Shelton, pessoas também podem doar animais ao canil, desde que tenham até um ano e meio de idade. Para contatos: (11)2203-2092



18 de novembro de 2011

Labrador preto, papel de parade!

Amigos,
navegando pela internet ache esse ótimo papel de parede de Labrador Preto.


Estou usando ele no desktop.


Vale a pena baixa e colocar no seu desktop!




Boa tarde para todos!
@xlabrador

11 de novembro de 2011

Labrador e leopardo se tornam amigos inseparáveis em zoo nos EUA




Kasi e Mtani são amigos inseparáveis. 
O apego dos dois poderia ser considerado normal, se Kasi não fosse um leopardo e Mtani um labrador. Segundo o jornal Daily Mail, os dois foram colocados juntos quando Kasi, hoje com 4 meses e meio, foi rejeitado pela mãe assim que nasceu. Os cuidadores do Busch Zoo, em Tampa, na Flórida, resolveram encontrar um companheiro para o recém-nascido. Foram a um centro de resgate local e escolheram o labrador Mtani.

Segundo Tim Smith, um dos cuidadores do zoológico, os leopardos machos são muito sociáveis e conseguem estabelecer relações. “Eles vão ficar juntos por toda a vida”, disse ele. Os animais começaram a conviver desde muito pequenos, o que contribui para estabelecer relações. Na época em que os dois se conheceram, Kasi era um recém-nascido e Mtani, hoje com nove meses, tinha apenas 16 semanas de vida. Desde então, não se desgrudaram mais. Os dois vivem juntos no habitat do leopardo, no zoológico em Tampa.

Os leopardos estão ameaçados de extinção. Estima-se que existam apenas 12.400 leopardos vivendo em ambiente selvagem.

16 de outubro de 2011

Cães-guia, preciosos companheiros

O voluntário Bachelet e Frontier: convívio também no escritório


Sesi treina 29 filhotes em um programa para diminuir a lista de pessoas cegas à espera de um ajudante de quatro patas


Todos os dias, o gerente de marketing Vincent Bachelet sai de casa acompanhado de Frontier, um labrador de 7 meses. Ao longo do trajeto, o animal, que é bastante brincalhão, comporta-se de forma diferente, permanecendo a maior parte do tempo quieto. A dupla entra no metrô, atravessa parte da Linha Verde e desce na estação Trianon-Masp, quase em frente ao local de trabalho de Bachelet, o prédio da Fiesp. Durante o expediente, o cachorro fica ao lado dele dentro do escritório até a hora da saída. “Daqui a alguns meses, quando tivermos de nos separar, vou sentir uma dor no coração”, diz o gerente, que é voluntário de um novo programa para a formação de cães-guias na capital. Quando Frontier completar 1 ano, estiver adaptado a se locomover na cidade e não estranhar lugares cheios, passará para uma segunda etapa de treinamento. Depois, será encaminhado a um dos cegos que aguardam na fila por esse tipo de ajuda. A espera pode ultrapassar quatro anos.

Com o objetivo de acelerar o processo, o Sesi-SP lançou recentemente um projeto para multiplicar a formação desses cães. O primeiro grupo do programa, constituído atualmente por 29 filhotes, entre eles o labrador Frontier, veio de um canil da vizinha Embu das Artes e está espalhado por várias famílias paulistanas que vão ajudar na etapa inicial. É a maior iniciativa do gênero já realizada por aqui. “Logo, passaremos para outras fases, que incluem a adaptação dos cegos aos cachorros”, conta um dos idealizadores do programa, Paulo Skaf, presidente da Fiesp. “Queremos preparar 32 novos animais a cada doze meses.” O trabalho de formação dura, em média, um ano e meio. Os contemplados com os cães não vão precisar desembolsar nada pelo inestimável auxílio.

A seleção dos filhotes começa no canil, sendo escolhidos apenas exemplares das raças labrador, golden retriever ou do cruzamento entre elas. Enquanto os pequenos estão em processo de desmama, são observados para a escolha dos mais calmos, tranquilos e saudáveis. Mesmo com tais cuidados, cerca de 20% deles não serão aproveitados. “Nem todo cão que é treinado poderá ajudar um cego”, afirma Thays Martinez, presidente do Instituto de Responsabilidade e Inclusão Social (Iris), que também atua na formação de animais.

No mercado, uma raça preparada por especialistas chega a custar 30.000 reais, pois a maior parte é importada dos Estados Unidos. Além do preço, outro inconveniente é que o deficiente precisa ter noções de inglês e viajar ao exterior para fazer a etapa final de treinamento com seu novo companheiro. “Foi bem complicado aprender a me entender com o Harley”, explica o advogado Marcelo Panico, de 41 anos, referindo-se ao seu labrador preto. Em novembro de 2007, os dois passaram juntos trinta dias no estado americano de Michigan, fazendo o trabalho de preparo. “Hoje, ele até atende a alguns chamados em português.”
No Brasil, várias entidades como o Iris mantêm parcerias com centros internacionais para importar os bichos. Mas é um esforço com alcance limitado. Estima-se que existam apenas 100 cães-guias no país, cerca de trinta deles em São Paulo. O objetivo do trabalho iniciado pelo Sesi é disseminar por aqui uma metodologia nacional de preparação, de modo que outros centros possam realizar atividades semelhantes e aumentar a oferta de cachorros. “Será fundamental para minimizar os problemas atuais”, afirma Thays.
O convívio com um animal preparado representa uma revolução na vida das pessoas cegas. Quando se locomovem com a ajuda de uma bengala, elas conseguem evitar obstáculos localizados a 1,5 metro à sua frente. Mas não podem se desviar de coisas acima do chão, como galhos de árvore ou orelhões. “Um cão vai me dar mais independência e segurança”, diz o analista de sistemas Gabriel Vicalvi, de 25 anos, que aguarda há três anos e oito meses uma oportunidade para ser presenteado com um companheiro. “Estou ansioso, mas preciso de muita paciência, pois a fila é grande”, lamenta.
Regras de etiqueta diante de um cão-guia
O que se pode e o que não se pode fazer perto do animal
- Não brinque com o cachorro nem lhe dê petiscos se ele estiver usando a guia. O cão não deve ser distraído enquanto trabalha
- Não é permitido barrar a entrada de um cão-guia ou de um filhote em treinamento em estabelecimento algum, nem mesmo em restaurantes ou supermercados. A lei garante que esse tipo de cachorro pode entrar e permanecer no local
- Ao caminhar ao lado de um deficiente visual com cão-guia, fique à direita. A esquerda é sempre o lado do cachorro

Cão-guia: do vestibular à aposentadoria

1. A seleção começa no próprio canil. São escolhidos apenas filhotes de labrador, golden retriever e do cruzamento das duas raças
2. Com 3 meses, o filhote é entregue a uma família voluntária. A fase de socialização dura nove meses e consiste na adaptação do cão a diferentes ambientes e tipos de pessoa
3. Ao chegar a 1 ano de idade, o cachorro é levado a uma escola especializada, onde um treinador vai se encarregar de sua formação. Essa etapa dura, em média, quatro meses
4. O cachorro é entregue a um cego. No período de três meses, a dupla será acompanhada por um instrutor. Ele se encarrega de orientar a pessoa e ensiná-la a compreender o significado dos movimentos do cão
5. Aos 7 anos, o bicho é aposentado. Pode permanecer com o deficiente visual como animal de estimação ou ser doado a outra família

15 de outubro de 2011