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15 de março de 2013

Cão vira guia de labrador cego


Cão vira guia de labrador cego

Um cão da raça terrier se transformou em guia de um labrador que ficou cego sem ter recebido nenhum treinamento.
O labrador Eddie começou a apresentar os primeiros sintomas da cegueira em 2012.
A dona dos dois cães, Angie Baker-Stedham, notou que o labrador preto começou a tropeçar em objetos e, depois destes sintomas, ele ficou cego rapidamente.
'Aconteceu tão rápido, o que é triste, pois antes, eles (os dois cães) costumavam brincar juntos', disse.
Mas, Milo, o terrier, que já era muito próximo a Eddie, começou a agir como o guia do labrador, ajudando-o a caminhar.
O pequeno terrier agora leva guizos na coleira para que Eddie possa segui-lo. E, quando o labrador se afasta, Milo vai buscá-lo.
'Agora, Milo me ajuda a pegar o Eddie quando chamo por ele. Ele leva o Eddie de volta para onde estou', disse a dona dos cães.
'Eles dormem no mesmo quarto e passam o tempo todo juntos. Sem Milo, Eddie estaria perdido.'
A importância de Milo na vida de Eddie ficou evidente quando o terrier teve que ser internado para tratar uma anemia.
Milo já voltou para casa e está curado, mas, enquanto ele esteve no hospital, Eddie teve muitas dificuldades para se locomover.
'Não percebemos o quanto Eddie depende do Milo para andar pela casa', disse Baker-Stedham.
'Ele trombava com portas e móveis e eu tinha que chamá-lo constantemente quando o levava para passear, para que ele soubesse onde eu estava e em que caminho eu estava indo.'

Fonte: http://noticias.br.msn.com/mundo/c%C3%A3o-vira-guia-de-labrador-cego

1 de março de 2013

Labradores visitam diariamente lago onde dono morreu afogado em SP


Durante uma semana, a vida de Max e Lua foi esperar. O cheiro, a voz, os afagos, tudo faltava, alguma coisa estava fora de lugar. Afoito, o casal de cães labradores passou os dias às margens de uma lagoa em Araçatuba (a 527 km de São Paulo).

Os dois correram em círculos, farejaram a grama. Estavam, na verdade, aguardando que o dono, o vigilante Luís Almeida, 46, voltasse logo.
A espera começou em 18 de fevereiro, um dia depois de Luís morrer afogado naquela lagoa, próxima à chácara de sua família.
Max, 2, e Lua, de sete meses, que nunca haviam colocado as patas ali, passaram a se arriscar naquelas águas.
"Eles andavam de um lado para o outro e, bem no local onde o Luís afundou, ficavam nadando em círculos", conta a cabeleireira Analiete Almeida, 43, viúva do vigilante.
"Na margem, bem onde ele foi socorrido, eles ficaram cheirando por muito tempo."
Cansados, tristes e se alimentando pouco, Max e Lua continuavam irredutíveis até serem retirados da chácara no início desta semana.


Os cães foram levados para uma casa da família na cidade. "Eles voltaram a comer e agora estão melhores", diz.
A cabeleireira espera levá-los neste fim de semana de volta para a chácara, onde os dois foram criados e têm mais espaço para correr.
Luís sempre teve receio de nadar. Nunca sequer havia entrado na lagoa, onde outras duas pessoas morreram.
Naquele dia, porém, decidiu ir até lá com dois amigos. Resolveu atravessar a lagoa. Conseguiu ir. Na volta, afundou.
Os bombeiros foram chamados, mas não conseguiram reanimá-lo. "O Luís era muito amoroso com bichos, tinha pássaros, cachorros e gostava muito deles. Sem dúvida, Max e Lua sentiram falta dele e foram procurá-lo", diz a viúva.
André, 24, filho de Luís, diz ter se surpreendido. "Eles tinham muito carinho pelo meu pai, sem dúvida estão sentindo muita falta dele."

'SEMPRE AO SEU LADO'
Símbolo da lealdade canina, o akita Hachiko ganhou em 1934 uma estátua em frente à estação de trem de Shibuya, no Japão, para reproduzir a posição de espera que manteve no local após a morte de seu dono. Hachiko costumava aguardar o desembarque do professor Hidesaburo Ueno e, após a morte dele, em 1925, repetiu a rotina de espera por anos.
A história inspirou o filme japonês "Hachiko, a Dog's Story" (1987) e a versão americana, de 2009 --aqui chamada de "Sempre ao Seu Lado".

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/1238793-casal-de-labradores-visita-lago-diariamente-em-busca-do-dono-que-morreu.shtml

18 de dezembro de 2012

Dentista leva cachorro ao consultório para acalmar crianças


Para muitas crianças (e gente bem crescidinha também), sentar na cadeira do dentista não é dos melhores momentos. Para ajudar os pequenos a aguentarem os momentos de motorzinhos e ferramentas odontológicas, o dentista norte-americano Paul Weiss trouxe de casa uma solução: Brooke, sua cachorra, que vai ao seu consultório todas as quintas-feiras.

A foto acima foi publicada no site de compartilhamento de imagens Reddit e se tornou um viral por lá. Depois, o portal de notícias MSN descobriu quem era o dentista que levava seu animal de estimação para deixar as crianças mais confortáveis.
Às quintas, todas as crianças que têm medo de dentista podem entrar na sala acompanhadas de Brooke. “A sensação de termos uma criança nervosa no consultório e transformá-la em alguém confortável é incrível”, disse o doutor Weiss ao Huffington Post.

A presença do animal não traz nenhum risco à saúde das crianças: em suas visitas, Brooke recebe umavental igual ao dos médicos e a sala é limpa constantemente.

14 de dezembro de 2012

Cães no trabalho diminuem stress de funcionários


Pesquisa conclui que pessoas que levam seus animais ao ambiente profissional são menos estressadas e mais satisfeitas e comprometidas com o emprego


A pesquisa foi realizada com 550 funcionários de uma empresa americana, aonde são levados diariamente entre 20 e 30 cachorros
A pesquisa foi realizada com 550 funcionários de uma empresa americana, aonde são levados diariamente entre 20 e 30 cachorros (Thinkstock)
Pesquisadores da Universidade Virginia Commonwealth, nos Estados Unidos, concluíram que cães no ambiente de trabalho podem reduzir o stress e fazer com que o emprego seja mais satisfatório aos funcionários. Segundo o estudo, publicado no periódico International Journal of Workplace Health Management, o stress é um fator que contribui para a ociosidade, o moral baixo e o cansaço dos funcionários, resultando em uma significativa perda de produtividade.
CONHEÇA A PESQUISA

Título original: Preliminary investigation of employee's dog presence on stress and organizational perceptions

Onde foi divulgada: revista International Journal of Workplace Health Management

Quem fez: Randolph T. Barker, Janet S. Knisely, Sandra B. Barker, Rachel K. Cobb, Christine M. Schubert

Instituição: Universidade Virginia Commonwealth, Estados Unidos

Dados de amostragem: 550 funcionários de uma empresa americana

Resultado: Pessoas que levam seus cães ao trabalho são menos estressadas, mais satisfeitas e mais comprometidas com o emprego
A pesquisa foi realizada na empresa Replacements, Ltd., localizada na cidade de Greensboro, na Carolina do Norte, que emprega cerca de 550 pessoas. Entre 20 e 30 cachorros convivem nas instalações da firma todos os dias. Durante uma semana, os cientistas compararam os empregados que levavam seus cães pra trabalhar, os que não levavam e os que não possuíam animais de estimação em casa. Todos os indivíduos responderam, ao longo do dia, a vários questionários que avaliavam o stress, satisfação com o emprego, comprometimento organizacional e apoio.

"Apesar de preliminar, este estudo é o primeiro quantitativo sobre como cães que convivem no ambiente profissional podem causar efeitos no stress, satisfação e compromisso dos funcionários", diz Randolph T. Barker, líder da pesquisa. "A diferença no stress observado nos dias em que o cachorro estava presente no local de trabalho e nos dias em que ele estava ausente foi significativa. Eles ficavam muito mais satisfeitos ao lado dos cães", conta.

Além de questionários solicitados aos participantes da pesquisa, os especialistas coletaram ainda amostras de suas salivas, todos os dias pela manhã. Medições nessas amostras, no entanto, não mostraram diferenças no nível de hormônio do stress dos três grupos de funcionários. No decorrer do dia de trabalho, porém, o stress que os empregados relataram ao responder as perguntas foi menor entre os que haviam levado seus cães e aumentou para os que não levaram e para os que não possuíam animais de estimação.

A equipe observou que os funcionários se mostraram muito mais estressados nos dias em que deixaram seus cães em casa do que nos dias em que os levaram. De acordo com Barker, há uma comunicação relacionada aos cachorros no local de trabalho que pode contribuir para o desempenho e satisfação dos empregados. Por exemplo, aqueles sem animais de estimação foram vistos pedindo pra passar um tempo com o cão do colega durante intervalos no trabalho.

"A presença do animal de estimação é uma intervenção de baixo custo e que causa bem estar, sendo facilmente disponível para muitas organizações que queiram aumentar a satisfação de seus funcionários. Claro que é importante a adoção de políticas que garantam que os animais sejam amigáveis, limpos e bem comportados, já que estarão presentes em ambientes profissionais", explica Barker. O pesquisador acrescenta que pesquisas de maior amostragem dentro de um ambiente organizacional podem ajudar a confirmar os resultados desse estudo inicial.

19 de outubro de 2012

Menino de dez anos sobrevive em floresta abraçado a filhotes


Um garoto com Síndrome de Down que se perdeu em um bosque sobreviveu graças ao calor de filhotes de cachorro, nos EUA.
Kyle Camp, de 10 anos, desapareceu por volta das 4h30 de terça-feira e ficou 18 horas desaparecido.
Seus pais chegaram a procurá-lo por duas horas antes de chamar a polícia. De acordo com o "WBRC News", além de um helicóptero, mais de 150 voluntários também se juntaram à busca.
Quando o garoto foi encontrado, às 9h30 de quarta-feira, ele estava aconchegado a quatro cachorrinhos. Dois voluntários seguiram o cachorro da família por um riacho.
"Eu ouvi o cachorro latindo de novo e o segui até lá e ele começo a latir para os filhotes e eu gritei também e ele [o garoto] gritou de volta. Ele estava no riacho a cerca de 800 metros", um dos voluntários, Jamie Swinney, disse a "WBRC".
Reprodução/Msnbc
O garoto Kyle e os filhotes que o salvaram
O garoto Kyle e os filhotes que o salvaram
Policiais disseram que Camp estava molhado e sem sapatos. Eles acreditam que os filhotes aqueceram o garoto durante a noite.
O site "Examiner" afirma que o motivo do garoto sair de casa foi porque ele decidiu seguir os filhotes pelo bosque.
Camp só sofreu ferimentos leves e passa bem.

11 de outubro de 2012

A História de Sofia – Filme da Panvel

A História de Sofia

A História de Sofia – Filme da Panvel

Após o sucesso de "A História de Lilinho", a Panvel apresenta seu segundo vídeo "A História de Sofia", uma cachorrinha vira-lata, chamada Sofia, adotada por um casal para fazer companhia à outra cadelinha chamada Brigite. Porém com a chegada do primeiro bebê na família, a atenção direcionada a elas acaba se tornando escassa. A duração do vídeo é de quatro ou três minutos, uma produção feita em parceria com a Mínima e realizada em Porto Alegre (RS). Uma história linda e emocionante, assista o vídeo!

"A História de Sofia". O filme lançado em outubro de 2012, resgata os laços de amizade, amor e carinho que todos nós temos com quem amamos. Baseado na crônica de José Pedro Goulart, publicada no livro "A voz que se dane", Editora L&PM.

9 de outubro de 2012

Hospital do Recife vai utilizar cães para auxiliar no tratamento de pacientes

Do NE10
Será lançado nesta terça-feira (9), às 8h30, o Projeto Cães Doutores no Hospital Barão de Lucena (HBL) que vai auxiliar no tratamento de crianças com dificuldades motoras e cognitivas. A sessão especial de Cinoterapia será realizada no pátio externo do hospital e vai contar com animais das raças Fox Paulistinha, Dachshund, Golden Retriever e Border Collie.

A expectativa é que o projeto beneficie os pacientes da pediatria, principalmente crianças com problemas neurológicos e algumas síndromes progressivas. “A Cinoterapia é um método no qual o cachorro atua como mediador do tratamento. Buscamos desenvolver, com o cachorro e a criança, brincadeiras que possam trabalhar a necessidade do paciente, como coordenação, movimento ou concentração”, explica a terapeuta ocupacional do HBL e cinoterapeuta Andréa Souza.

Para participarem da terapia, os cães precisam passar por uma série de trabalhos e testes que avaliam a socialização dos animais. A reação do cachorro em situações inusitadas e o comportamento diante de uma grande quantidade de pessoas também são testados pelos adestradores e terapeutas. Os cães foram cedidos pelo Kennel Club do Estado que está fazendo parceria com o projeto. 

A intenção é incentivar o tratamento na unidade hospitalar. "A Cinoterapia pode tornar o processo de hospitalização o menos doloroso possível”, complementa Andréa.

9 de agosto de 2012

Fidelidade de cadela serve de exemplo


Quem conhece a filosofia de trabalho e o carisma das Obras Sociais Irmã Dulce (Osid) sabe que se trata de instituição toda especial, onde os mais impensáveis gestos e atos de amor se manifestam. Renato Mário dos Santos, 43 anos, é catador de recicláveis, negro, morador de rua, sujo pelo tempo, viciado em álcool e homossexual. No Largo de Roma, ele encontrou dois amores após vir de Guarulhos (SP): o primeiro é seu companheiro Jorge Luiz dos Santos Soares, 28 anos, também alcoolista. A segunda "pessoa" é seu maior amor, Nina, uma cadela de quem não se sabe a idade ou raça, que há dois anos encontrou Renato, fazendo-o "renascer" como uma espécie de "Lázaro moderno".
Renato cuidou de Nina em sua doença (ele buscou todos os meios para curá-la de um sangramento intermitente e encontrou uma veterinária que cuidou do animal sem cobrar pelo serviço). Hoje Nina tem cartão de vacina  e dá ao seu dono toda a atenção e proteção. "É ela quem cuida de mim, me protege, é meu anjo. E ela nunca gostou que eu bebesse. Quando  via uma bombinha vazia (de cachaça), ela me tomava. E rosna para quem me oferece bebida", contou Renato, que divide com Nina comida e espaço  em calçadas ou no Albergue de Roma.
O internamento - Buscando livrar-se do vício, Renato e Jorge buscaram tratamento no Centro de Acolhimento e Tratamento de Alcoolistas (Cata) da Osid. Era primeiro de agosto  e a dupla escolheu roupa "de gala": vestiu-se com paletós e foi ao centro calçada de havaianas. Mas o tratamento pedia uma indesejada separação: Renato não poderia ter, dentro da unidade de saúde, contato com o animal amigo. Mas, logo os funcionários começaram a perguntar de quem ela seria. Dócil com quem passa, a cadela só abandona a vigília para alimentar-se, "aliviar-se" ou proteger-se da chuva.
Logo descobriram que Nina buscava seu dono e viram que se tratava de um animal especial. Como escreveu o jornalista Ciro Brigham, primeiro a traduzir em letras este caso de amor, "não duvide, portanto, se, ao olhar para essa cadelinha, você enxergar, de relance, Irmã Dulce a cochichar-lhe num ouvido e São Francisco no outro". A coordenadora do Cata, a médica Maria Del Carmen, ressaltou que Renato e Nina têm características interessantes. "Ela é uma cadela diferente e Renato é muito tranquilo". Por isso, uma primeira exceção foi aberta para Renato e Jorge: eles foram internados no Cata, mesmo não sendo dia para novas admissões.
Outra licença foi concedida a Renato: em vista do amor entre o paciente e a cadela, foi permitido a ele descer ao menos uma vez no dia para ver sua grande companheira. Renato e Jorge passarão pelo menos 20 dias em desintoxicação e depois terão atendimento ambulatorial  (Jorge sofreu três convulsões provocadas pela abstinência do álcool, mas encontra em Renato apoio para enfrentar esta difícil fase da luta contra o terrível vício).
Para os funcionários e religiosos da Osid, o caso os faz pensar sobre o amor. "Nina nos mostra como devemos amar, independentemente das escolhas das pessoas", disse a irmã Helena, religiosa da mesma congregação que Irmã Dulce. Ela conta que, em anos anteriores, em todas as semanas de homenagens à beata Dulce, apareceu um cachorro, frequentemente necessitando de cuidados. "Mas desta vez apareceu uma que veio cuidar do seu dono", contou a religiosa. Sobre Nina, Renato disse: "Ela é tudo para mim, meu maior amor".

21 de junho de 2012

Italianos criam sorvete para cachorro

Versão do tradicional 'gelato' não contém leite nem conservantes.
Temperatura na Itália chegou aos 36° graus.

Paolo serve sorvete para Kiyoko em um pet shop em Roma. O gelato para cães não contém produtos lácteos prejudiciais aos animais. (Foto: Andrew Medichin/AP)Paolo serve sorvete para Kiyoko em um pet shop em Roma. O gelato para cães não contém produtos lácteos prejudiciais aos animais. (Foto: Andrew Medichin/AP)
Lara, uma cadela labrador, experimenta o gelato. Com temperaturas altas na Itália os cães também podem se refrescar com o sorvete em pet shops nos arredores de Roma. (Foto: Andrew Medichin/AP)Lara, uma cadela labrador, experimenta o gelato. Com temperaturas altas na Itália os cães também podem se refrescar nos pet shops nos arredores de Roma. (Foto: Andrew Medichin/AP)

20 de junho de 2012

Temperatura Máxima exibe 'Um Hotel Bom Pra Cachorro' no domingo, 24/06


Dois irmãos decidem criar um hotel para proteger os cachorros da região.


Amigos se reúnem para salvar cãezinhos abandonados (Foto: Divulgação)

No lar onde vivem os adolescentes Andi (Emma Roberts) e Bruce (Jake T. Austin) é estritamente proibido ter animais de qualquer espécie. Mas os irmãos adoram cães e cuidam de Friday, um cachorrinho faminto que eles decidiram proteger a qualquer custo. Para isso, decidem abrir um hotel para cachorros. Essa é a trama de "Um Hotel Bom Pra Cachorro" (2009) que a Rede Globo exibe na Temperatura Máxima deste domingo, dia 24/06, logo após

Andi e Bruce já não sabem mais o que fazer para impedir que descubram Friday. Arteiro e muito brincalhão, o cachorrinho apronta todas e, a cada dia que passa, fica mais difícil manter esse segredo. Enquanto tentam conseguir um lar para Friday, os adolescentes acabam descobrindo um hotel abandonado um tanto quanto assustador.
Tudo começa com Friday e os irmãos que querem proteger o cãozinho (Foto: Divulgação)

Não querendo de separar do cachorrinho, os irmãos resolvem transformar o local em um hotel para cachorros, onde eles poderão comer, brincar e viver em paz. Para cumprir a missão de salvar todos os cães abandonados na região, eles contam com a ajuda dos amigos, que aprontarão as maiores confusões para impedir que eles sejam levados pela carrocinha.
  
Bruce e seus amigos criam as mais incríveis engenhocas para ajudar os animais 

Dirigido por Thor Freudenthal, o filme "Um Hotel Bom Pra Cachorro" (2009) traz uma história sobre amor e amizade que vai contagiar a tarde deste domingo.


8 de maio de 2012

Cão cego conhece amigo que se tornou seu cão-guia


Reprodução/Daily News

A parceria criada entre os dois cachorros ajudou ambos a se recuperar


Antes de conhecer Blair, a vida do golden retriever Tanner era muito difícil. O cãozinho é cego e sofre de constantes ataques de epilepsia.
Blair, esta labrador de um ano de idade, em pouco tempo se transformou na melhor amiga  e nos olhos de Tanner.
A labrador preta agarra a coleira de Tanner o o guia ao redor da cidade de Tulsa, nos Estados Unidos. A equipe do Centro de Resgate Sooner Golden Retriever, local onde Tanner mora, acha a amizade dos dois fascinante.
Tanner nasceu cego, mas contou com os cuidados do dono até 2010. Quando o americano morreu, o cachorro passou de lar em lar até ser resgatado pelo centro.
Os responsáveis da instituição encaminharam o golden para um hospital veterinários para que ele tivesse total apoio durante suas crises de epilepsia, pois quando estava inconsciente, Tanner ficava agressivo e mordia qualquer pessoas que passasse pela frente.
Somente quando Blair, uma labrador que foi encontrada sem lar e com um ferimento de tiro, foi levada para o hospital que o comportamento de Tanner mudou.
O veterinário do hospital, Mike Jones, contou ao Daily News como aconteceu o primeiro contato entre a dupla.
— Um dia Blair e Tanner estavam se exercitando juntos no jardim. De repente, Blair pareceu ter percebido que Tanner não podia enxergar e começou ajudá-los durante os exercícios.
Desde o encontro, os ataques de Tanner se tornaram menos frequentes, enquanto Blair ficou menos ansiosa.
É comum ver essa relação de guia entre cachorros e humanos, mas a interação que acontece entre Tanner e Blair é totalmente diferente. Por isso, o centro espera que alguém apareça para adotar os dois juntos, pois seria muito difícil ver uma relação dessas ser rompida.
Cachorrão ou cachorrinho, qual é o seu estilo? Descubra!


11 de março de 2012

Cachorros solitários enfrentam tédio diário, aponta cientista dos EUA

Se os cães não lambem por saudade, também pode não ser por amor que eles ficam esperando junto à porta. Quando o dono sai para trabalhar o dia inteiro, o cachorro fica sem muito o que fazer sozinho em casa -- a volta do humano que vive com ele, então, pelo menos acaba com o marasmo.

"A falta de ocupação compromete a sanidade mental do animal e a integridade das meias do dono", diz Alexandra Horowitz, da Universidade Columbia (EUA). Ela sugere deixar guloseimas escondidas para que o bicho gaste o tempo tentando achá-las.
A falta de compromissos, porém, faz com que os cães respeitem mais as vontades do seu corpo -- como aquele sono após o almoço, que humanos também sentem.
"Sem nenhuma papelada para revirar, nenhuma reunião para participar, os cães cochilam", diz Horowitz.
Mesmo que a siesta dos bichos possa dar inveja, ser um cão, porém, tem outras desvantagens além da chance de sentir tédio.
Horowitz cita como exemplo as lâmpadas fluorescentes compactas, aquelas que as pessoas compram para economizar energia.
Elas produzem um zumbido inaudível para quem foi no supermercado comprá-las, mas que pode incomodar os cães, que escutam mais frequências do que nós.
Mais do que as lâmpadas, entretanto, os cães encontram uma inimiga de verdade é nas capas de chuva para eles, que se tornaram moda recentemente, à venda em qualquer pet shop.
Existem dois problemas com elas. Um deles é que os cães já têm uma capa de chuva natural -- apesar de muitos donos se sentirem, com motivo, um pouco incomodados quando um cachorro molhado chega em casa e se chacoalha todo para se secar.
O outro, pior, é que a capa faz com que os cães se sintam dominados. Ela cobre as costas, o peito e às vezes a cabeça do bicho. Nos cachorros e nos seus "primos", como os lobos, a pressão nas costas e na cabeça está relacionada com a subordinação -- por um outro animal mais velho, por exemplo.
"É possível que, com a capa, muitos cães fiquem imóveis por se sentirem dominados. Eles até podem cooperar para sair, mas não porque gostam da capa, mas sim porque foram subjugados", diz Horowitz.

9 de março de 2012

Cães não lambem seus donos por amor, diz pesquisa americana

Pode ser poético dizer que um cão encheu seu dono de beijos quando ele voltou de viagem, mas a realidade, estão descobrindo os cientistas, não é assim tão fofa.
Isso porque cachorros são extremamente sensíveis a cheiros e sabores -- coisas tão importantes para eles quanto a comunicação verbal ou a visão para os humanos.
Assim, quando um dono volta da rua cheio de novos cheiros e gostos, seja da mão daquele colega de trabalho que foi cumprimentado ou da sujeira do banco de metrô em que sentou, ele está oferecendo ao seu cachorro um festival de sensações.
Se seu cão quer saber por onde você andou, isso significa, claro, que ele vê algo de especial em você. Mas eles gostam de cheirar e lamber mesmo desconhecidos.
"Saber do papel do odor para eles mudou minha forma de pensar sobre a maneira alegre com que minha cachorra cumprimentava um visitante, indo diretamente na região genital dele", diz Alexandra Horowitz, da Universidade Columbia (EUA).
O comportamento da cachorra de Horowitz, que está lançando no Brasil o livro "A cabeça do cachorro" (BestSeller), faz todo sentido, diz.
As regiões genitais, assim como a boca e os sovacos, produzem muitos odores -- e logo ensinamos às crianças a importância de lavá-las bem. Estando a boca e os sovacos geralmente mais distantes do cachorro, não é difícil imaginar que área ele vai atacar.
"Não deixar que um cão cheire um visitante equivale, entre humanos, a vendar-se na hora de abrir a porta para um estranho", diz a cientista.
Para um cão, cada pessoa tem um cheiro inconfundível, o que faz com que eles nos identifiquem pelo odor. Humanos conseguem usar o nariz para saber, por exemplo, se alguém fumou, mas cachorros vão muito além.
Eles podem saber se você fez sexo, e até saber quem e quantas pessoas estavam junto. Ao se aproximar da sua boca, conseguem identificar o que você comeu.
Mais do que isso, cachorros sentem cheiro de medo.
"Gerações de crianças foram alertadas para nunca mostrar medo diante de um cão estranho", diz Horowitz.
Não era à toa. Quando assustados, suamos, e o odor do nosso corpo entrega o pavor. Além disso, a adrenalina é inodora para nós, mas não para bichos de faro aguçado.
O olfato dos animais é tão bom que os cientistas querem utilizá-los na medicina.
Um estudo treinou cães para reconhecer a urina de pacientes com câncer. Os cientistas se assustaram. Os cães aprenderam a "diagnosticar" a doença: só erram 14 vezes em 1.272 tentativas.
Não se sabe direito quais substâncias eles aprenderam a reconhecer, mas alguns cientistas propõem "cães doutores" -- pelos estudos feitos, eles acertam mais que muitos doutores humanos.

16 de fevereiro de 2012

No Planalto, Dilma ganha de presente cão labrador

O cão labrador, que foi dado a Dilma por uma tabeliã cearense (Foto: Divulgação)O cão labrador, que foi dado a Dilma por uma
tabeliã cearense (Foto: Divulgação)
A presidente Dilma Rousseff ganhou nesta quinta-feira (16) de uma eleitora, no Palácio do Planalto, um filhote de labrador. A cearense Márcia Vieira Diógenes viajou para Brasília especialmente para entregar o cachorro para a presidente. "Nós temos que estar entre amigos", disse Márcia.
Por volta das 9h30 desta quinta, Márcia chegou ao palácio com o filhote de dois meses e meio usando uma gravata azul e vermelha. "O nome eu não escolhi, deixei para a presidenta escolher", disse a tabeliã, que mora em Fortaleza e chegou a Brasília nesta quarta.
"Comprei o filhote no final do ano e estava com o cachorro há um mês porque eu não tinha encontrado uma forma de entregar", disse.
Na internet, Márcia ficou sabendo que existe um departamento específico no palácio onde as pessoas deixam presentes para a presidente. "Eu vi que tinha um setor que era apropriado para isso. Pensei, então: não vou perder o cachorro, vou a Brasília. Eu tinha que fazer a tentativa, ousei e deu certo."
Márcia se diz fã da presidente e conta que nunca havia votado no PT antes de decidir dar seu voto a Dilma. "Eu sempre a admirei. Agora quero me filiar ao PT."
Até a noite desta quarta-feira, ela ainda não sabia que a presidente já cria dois cachorros. Um deles, chamado Nego e herdado do ex-ministro José Dirceu, chegou a participar de propaganda eleitoral durante a campanha de 2010. "Quando me contaram, fiquei contente porque imaginei que ela aceitaria meu presente."
A assessoria de imprensa do Planalto afirmou que Dilma adotará o animal, que irá morar com os outros dois cachorros da presidente na residência oficial da Granja do Torto.
Caso qualquer pessoa queira enviar um presente a Dilma poderá entregá-lo pessoalmente no Palácio do Planalto ou enviar por Correio ao endereço: Palácio do Planalto, Praça dos Três Poderes, Brasília - DF, CEP 70150-97
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10 de janeiro de 2012

10 dicas para preparar seu pet para o verão

Com o tempo mais quente, os dias mais longos e algumas horinhas de folga, é comum a quantidade de passeios com pets aumentar nesta época do ano. Além de saudável, aproveitar o verão com o seu animal de estimação faz bem para ele e pra você.
Seja por passeios tranquilos ou brincadeiras mais divertidas, a atenção que você dá ao pet reflete diretamente no bem-estar que essas atividades irão proporcionar aos dois. Que tal aproveitar as férias e se divertir com o seu animalzinho? Os especialistas do Meu Amigo Pet  dão as dicas de cuidados que não podem faltar:
1. Antipulgas e Anticarrapatos
Antes de levar seu pet para passear, esteja em dia com o tratamento antipulgas e anticarrapatos. Isto evita que ele se contamine ou mesmo contamine o pet de terceiros.
2. Rasqueadeiras e pentes
Antes de levar seu pet a locais públicos, escove o seu pelo. Isso evita que o pelo dele se solte, incomodando outras pessoas.
3. Focinheira para tempo mais quente
É prudente colocar focinheira no seu pet para transitar com ele em locais públicos. Algumas marcas desenvolveram focinheiras a base de redes, que deixa o focinho mais arejado, próprios para essa época mais quente do ano.
4. Frisbie, disco de arremesso ou lançador de snack
O velho anel de arremesso nunca sai de moda e é a brincadeira favorita dos donos de pets nos parques mundo afora e hoje há muitas novidades no mercado de brinquedos para pets.
5. Kit recolhedor de sujeira
É muito aconselhável que ao passear com seu bichinho, você tenha sempre em mãos um kit com saco para recolher sua sujeira. Além de educado, é um ato de consciência social.
6. Snacks
Alimentar seu pet em passeios longos pode evitar que ele fique irritado. Pensando nisto, alguns fornecedores criaram embalagens práticas para que você consiga carregar a comida para onde quer que vá.
7. Bebedouros portáteis
Tão importante quando alimentar e recolher a sujeira de seu pet, é mantê-lo sempre hidratado. Já existem no mercado soluções inteligentes para transportar a água para qualquer lugar.
8. Guia retrátil
Para facilitar a vida de seu bichinho (e principalmente a sua) foram inventadas guias retráteis. São coleiras flexíveis que esticam o tamanho de suas cordas, permitindo que seu pet corra sem você precisar correr junto.
9. Bolsa de transporte
Para cães de raças menores, é comum levar o animalzinho para passear no colo. Hoje já existem bolsas de transporte super confortáveis e com abertura para respiração do bichinho.
10. Passeio
A última dica é passear muito com seu animalzinho. Isso o ajuda a gastar energia e aliviar o stress das horas em que ele fica preso dentro de casa ou mesmo longe de você.

Consultoria: Meu Amigo Pet, loja virtual especializada em artigos para o universo dos pets. 
Foto: Thinkstock/Getty Images

28 de dezembro de 2011

Brasil terá centro de treinamento de cães-guia mantido pelo governo federal

A partir do segundo semestre de 2012, deficientes visuais de todo o país contarão com um centro de treinadores de cães-guia mantido pelo governo federal. O Instituto Federal Catarinense, no campus de Camboriú, começa em janeiro a construir o centro, que deve treinar cinco profissionais por turma.

A meta é que cada aluno treine seis cães-guia, que depois serão encaminhados aos instrutores. Esses profissionais, responsáveis pela interação entre o animal e o deficiente visual, também deverão ser formados no centro.

O projeto começou a surgir há três anos, quando a coordenadora do projeto, Márcia Santos Souza, conheceu um professor deficiente visual. “Nas conversas com ele, pensamos em fazer o projeto. Começamos a plantar uma sementinha pequena que foi se modificando. E o governo federal comprou a ideia”, contou Márcia, que coordena o Núcleo de Atendimento às Pessoas com Necessidades Específicas, ligado ao Instituto Federal Catarinense. Segundo ela, a meta é espalhar centros semelhantes em todas as regiões do país.

De acordo com Márcia, atualmente, existem outros centros de treinamento no Brasil, que surgiram por meio de iniciativas particulares de organizações não governamentais ou até do Corpo de Bombeiros de determinadas localidades.

“É uma experiência piloto, dentro do plano do governo federal para pessoas com deficiência. Será o primeiro centro de treinamento de cães com iniciativa do governo em toda a América do Sul", disse.

Apenas as raças labrador retriever e golden retriver podem ser treinadas para cães-guia. Passados 45 dias do nascimento, os filhotes são encaminhados a famílias que ficam responsáveis pela socialização do cachorro. “Eles são levados para shoppings, parques e até o trabalho. Fazem parte do dia a dia da família”, explicou Márcia.

Passada essa fase, os cães são levados para os centros de treinamento. E só ficam aos cuidados dos deficientes visuais depois de dois anos de iniciado o processo. “A parceria entre o cão e o deficiente é como um casamento. E, neste caso, os opostos não se atraem. Tem de ter
personalidade e estilo de vida iguais. É preciso juntar com harmonia para que a pessoa caminhe bem”, ressaltou a coordenadora do projeto.

As obras de construção do centro começam em 9 de janeiro e devem durar 150 dias. O custo total será de R$ 3,1 milhões.
Fonte: Agência Brasil

16 de outubro de 2011

Cães-guia, preciosos companheiros

O voluntário Bachelet e Frontier: convívio também no escritório


Sesi treina 29 filhotes em um programa para diminuir a lista de pessoas cegas à espera de um ajudante de quatro patas


Todos os dias, o gerente de marketing Vincent Bachelet sai de casa acompanhado de Frontier, um labrador de 7 meses. Ao longo do trajeto, o animal, que é bastante brincalhão, comporta-se de forma diferente, permanecendo a maior parte do tempo quieto. A dupla entra no metrô, atravessa parte da Linha Verde e desce na estação Trianon-Masp, quase em frente ao local de trabalho de Bachelet, o prédio da Fiesp. Durante o expediente, o cachorro fica ao lado dele dentro do escritório até a hora da saída. “Daqui a alguns meses, quando tivermos de nos separar, vou sentir uma dor no coração”, diz o gerente, que é voluntário de um novo programa para a formação de cães-guias na capital. Quando Frontier completar 1 ano, estiver adaptado a se locomover na cidade e não estranhar lugares cheios, passará para uma segunda etapa de treinamento. Depois, será encaminhado a um dos cegos que aguardam na fila por esse tipo de ajuda. A espera pode ultrapassar quatro anos.

Com o objetivo de acelerar o processo, o Sesi-SP lançou recentemente um projeto para multiplicar a formação desses cães. O primeiro grupo do programa, constituído atualmente por 29 filhotes, entre eles o labrador Frontier, veio de um canil da vizinha Embu das Artes e está espalhado por várias famílias paulistanas que vão ajudar na etapa inicial. É a maior iniciativa do gênero já realizada por aqui. “Logo, passaremos para outras fases, que incluem a adaptação dos cegos aos cachorros”, conta um dos idealizadores do programa, Paulo Skaf, presidente da Fiesp. “Queremos preparar 32 novos animais a cada doze meses.” O trabalho de formação dura, em média, um ano e meio. Os contemplados com os cães não vão precisar desembolsar nada pelo inestimável auxílio.

A seleção dos filhotes começa no canil, sendo escolhidos apenas exemplares das raças labrador, golden retriever ou do cruzamento entre elas. Enquanto os pequenos estão em processo de desmama, são observados para a escolha dos mais calmos, tranquilos e saudáveis. Mesmo com tais cuidados, cerca de 20% deles não serão aproveitados. “Nem todo cão que é treinado poderá ajudar um cego”, afirma Thays Martinez, presidente do Instituto de Responsabilidade e Inclusão Social (Iris), que também atua na formação de animais.

No mercado, uma raça preparada por especialistas chega a custar 30.000 reais, pois a maior parte é importada dos Estados Unidos. Além do preço, outro inconveniente é que o deficiente precisa ter noções de inglês e viajar ao exterior para fazer a etapa final de treinamento com seu novo companheiro. “Foi bem complicado aprender a me entender com o Harley”, explica o advogado Marcelo Panico, de 41 anos, referindo-se ao seu labrador preto. Em novembro de 2007, os dois passaram juntos trinta dias no estado americano de Michigan, fazendo o trabalho de preparo. “Hoje, ele até atende a alguns chamados em português.”
No Brasil, várias entidades como o Iris mantêm parcerias com centros internacionais para importar os bichos. Mas é um esforço com alcance limitado. Estima-se que existam apenas 100 cães-guias no país, cerca de trinta deles em São Paulo. O objetivo do trabalho iniciado pelo Sesi é disseminar por aqui uma metodologia nacional de preparação, de modo que outros centros possam realizar atividades semelhantes e aumentar a oferta de cachorros. “Será fundamental para minimizar os problemas atuais”, afirma Thays.
O convívio com um animal preparado representa uma revolução na vida das pessoas cegas. Quando se locomovem com a ajuda de uma bengala, elas conseguem evitar obstáculos localizados a 1,5 metro à sua frente. Mas não podem se desviar de coisas acima do chão, como galhos de árvore ou orelhões. “Um cão vai me dar mais independência e segurança”, diz o analista de sistemas Gabriel Vicalvi, de 25 anos, que aguarda há três anos e oito meses uma oportunidade para ser presenteado com um companheiro. “Estou ansioso, mas preciso de muita paciência, pois a fila é grande”, lamenta.
Regras de etiqueta diante de um cão-guia
O que se pode e o que não se pode fazer perto do animal
- Não brinque com o cachorro nem lhe dê petiscos se ele estiver usando a guia. O cão não deve ser distraído enquanto trabalha
- Não é permitido barrar a entrada de um cão-guia ou de um filhote em treinamento em estabelecimento algum, nem mesmo em restaurantes ou supermercados. A lei garante que esse tipo de cachorro pode entrar e permanecer no local
- Ao caminhar ao lado de um deficiente visual com cão-guia, fique à direita. A esquerda é sempre o lado do cachorro

Cão-guia: do vestibular à aposentadoria

1. A seleção começa no próprio canil. São escolhidos apenas filhotes de labrador, golden retriever e do cruzamento das duas raças
2. Com 3 meses, o filhote é entregue a uma família voluntária. A fase de socialização dura nove meses e consiste na adaptação do cão a diferentes ambientes e tipos de pessoa
3. Ao chegar a 1 ano de idade, o cachorro é levado a uma escola especializada, onde um treinador vai se encarregar de sua formação. Essa etapa dura, em média, quatro meses
4. O cachorro é entregue a um cego. No período de três meses, a dupla será acompanhada por um instrutor. Ele se encarrega de orientar a pessoa e ensiná-la a compreender o significado dos movimentos do cão
5. Aos 7 anos, o bicho é aposentado. Pode permanecer com o deficiente visual como animal de estimação ou ser doado a outra família